Não consigo deixar de pensar em como me fazes falta. Vou ser sincero, duvido muito que isto dê certo, duvido muito, mas não vou deixar de fazer os possíveis para que tudo corra bem. Acho que às vezes me devias respeitar mais, acho que devias ter-me mais em consideração. Estou triste por não fazer ideia do lado para que isto vai cair, deixa-me tão mal. Gostava que fizesses algumas coisas mais à minha maneira, e eu fazia coisas como tu preferisses, mas compreendo que não o faças. Mas para isto durar é o que deviamos fazer. Estou muito muito triste. Esteja eu onde estiver, independentemente do que estiver a fazer, estou a pensar em ti, e preferia estar contigo, fizesse chuva ou sol, estivesse o mundo sereno ou a cair. Ao menos sentiria que te podia proteger, e não me sentiria tão impotente. Quero proteger-te de tudo o que te possa magoar, mas muitas vezes só aprendemos quando nos magoamos, por mais duro que isso se possa tornar. Se não formos duros, não nos aguentamos no meio de tanta gente. Podem dizer-me que estou frio, que me tornei insensível, que estou demasiado duro, mas, meus amigos, se foi nisto que me tornei é isto que eu sou, e ninguém, ninguém, à face deste planeta vos vai obrigar a gostar. Há alguns que gostam assim, e muitos que não gostam, e mais ainda são os que dizem que não gostam sem conhecer. Mas este sou eu. Tornei-me frio por todos aqueles momentos em que me prometi que não ia chorar e não chorei, mesmo quando pessoas podiam ter-nos deixado. Tornei-me parcialmente insensível por ter perdido a confiança em várias pessoas. Pessoas em quem confiei quase cegamente, e saí desiludido. Duro, duro... duro tornei-me quase como que por sobrevivência. Quem não se aguentar passa mal. A vida é dura, e muitas vezes quando menos esperamos. E talvez por me tornar duro me tornei frio, ou vice-versa. Mas eu sinto-me mais seguro assim. Sinto-me mais forte, mais estável. Sinto que ninguém me pode deitar abaixo, mas às vezes é só sentir, porque vou abaixo e não só me esforço para me pôr em cima, como para que ninguém perceba que estou mal. Percebe-se que estou mal, mas não que estou em baixo. Não aconselho que se tornem frios, duros, (parcialmente) insensíveis, porque é preciso estarem preparados para que vos digam que estão diferentes, e que não gostam. Encontrem o vosso apoio nos que vos compreendem.
10/11/2010
José Poças
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Conhecemo-nos não há muito tempo, de uma maneira improvável. Acredita que mal eu sonhava o que viria a acontecer. Ninguém naquela altura podia adivinhar. Andávamos nós a treinar de manhã no Verão, e como precisavas de boleia levei-te duas vezes até ao Monte Branco. Até aí, nada de mais. Nem tinha a certeza do teu nome. Imagina agora o meu espanto quando te vi a vir em direcçao a paragem, e quem vem naquela direcçao so pode ser para a paragem. Foi um daqueles momentos em que uma pessoa pensa que o mundo é mesmo pequeno, podia eu adivinhar que moravas numa rua ao lado da minha. Vieste ter comigo, falamos um bocadinho, sobre a consequência de morarmos perto um do outro e de andarmos na mesma escola. A nossa evolução não foi nem muito rápida nem muito lenta. Tudo aconteceu quando devia acontecer, no seu tempo. Há ainda algumas coisas que faltam acontecer, mas a seu tempo. Já aconteceram algumas coisas menos boas, mas conseguimos superar. E hoje tudo se tornou mais claro. Eu fui sincero, tu foste sincera e tudo finalmente está no seu lugar. Tudo está finalmente a correr bem, e eu quase nem consigo acreditar. Eu mal consigo esperar para segurar a tua mão e te beijar. Mal consigo esperar para abrir os olhos e ver que finalmente tudo está bem, que finalmente estou contigo. Estou com uma vontade tão grande de te agarrar e beijar. E acredita, que quando eu digo que te levo à lua, é porque levo mesmo. Pelo menos o mais próximo que eu conseguir. Com a energia toda que tenho agora sinto-me com força pra te levar aonde tu quiseres, e tudo isto porque te amo amor, só porque te amo, e muito. És tudo o que eu quero. Tu sabes quando eu estou em cima e principalmente quando estou em baixo, e fazes tudo parecer tão simples. Neste momento já não imaginava as manhãs de todos os dias sem ti. Tens sido tudo para mim, todos os dias, e sei que és tu a razão que me faz querer acordar. Tu és o meu nascer do sol. Eu amo-te, e espero que o que me disseste hoje seja sincero, porque se for, viraste a minha vida por completo.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
eu tenho tentado tanto ser forte, acredita! tenho tentado ser mais forte que tudo isto, que todas estas merdas que parece que nunca mais se resolvem. mas eu tenho tentado, juro que tenho! mas não é fácil continuar a ser forte quando o problema está na estrutura que nos devia apoiar mais. sempre que olho pra trás reparo que já passou tanto tempo desde que este pesadelo começou. e tudo o que eu queria era que esta nossa estrutura fosse funcional. mas também não vou mentir, esta dor é, de certa maneira, o que me marca, o que me faz diferente e o que me faz entender algumas coisas de outra maneira, encará-las com outro olhar. mas não deixa de ser dor, e não vou mentir, dói! E não é física, dói no pensamento, dói só de pensar!, principalmente porque neste caso é incompreensível , e a falta de resposta causa-me dor. eu posso dizer que gosto de ti, e que admiro muito algumas coisas que fazes, mas outras coisas eu não consigo compreender, e acredita que já tentei, montes de vezes. por isso acredita que sei o que digo quando digo que és o único que está ainda com os olhos fechados. de resto, toda a gente à tua volta já reparou que o problema está em ti, para não dizer que ÉS tu, mas estás com sorte, pois têm-me mantido paciente e esperançado que um dia isto (leia-se "TU") vai mudar. ou talvez eu tenha que te mostrar o que tens feito, ou melhor, o que NÃO tens feito. ou talvez simplesmente me vá embora.
Tenho pensado em ti muito tempo. Sempre que tenho muito tempo para pensar, sempre que não me quero concentrar tu és a primeira coisa a aparecer. E às vezes apareces mesmo que eu me queira concentrar. Ocupas o meu cérebro de lado a lado. O meu coração de canto a canto. Ás vezes penso como queria que as coisas corressem bem, ou como quero estar contigo. Ou só penso em ti, não sei bem em quê, mas sei que é em ti. Sempre que recebo uma mensagem desejo que seja tua, às vezes tenho uma certa esperança que tu apareças, esteja eu onde estiver. Só não quero acreditar que é impossível tu apareceres. Eu sei, eu sei que não faz sentido mas tenho tanta vontade de te ver que não me preocupo com as baixas probabilidades de isso acontecer. Há tantas perguntas que te quero perguntar, mas que tenho medo da resposta. Mas apesar de ter medo queria muito sabê-la. Mas talvez seja melhor assim, talvez seja melhor eu continuar semi-iludido para fazer com que eu não desista. Ou para eu fazer figura de urso. Talvez amanhã me mandes mensagem. Amanhã ou depois, vou estar sempre à espera.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
esta coisa que eu sinto por ti, eu não te sei bem descrever. sei que é grande e sei que é forte, e sei que não a vou perder. sei que eu a sinto e tu não e que dificilmente vai mudar. quanto a ti nao sei, mas nao me consigo concentrar. a vontade já perdi, a força já nem se fala, tou simplesmente sentado a ver quando o coração estala (eu sei que foi lamechas, mas não me sai outra cena). só não curto quando as pessoas ficam com pena, porque de pena eu não preciso, preciso de quem me ajude, porque ver-te faz-me ficar sem oxigénio a certa altitude. o teu olhar, o teu sorriso, tudo o que tu és eu preciso, e preciso de matar esta necessidade de deitar abaixo esta grade, que me proíbe de te chegar, que me proíbe de fugir e de alguma vez ficar a saber o que tu tas a sentir. eu é que a devia deitar abaixo, mas ela dá cabo de mim, e por isso nesta história ela vai acabar por marcar um fim. porque como já te expliquei, mais longe não consigo chegar, por isso, fazendo as contas está na hora de acabar, de parar de alimentar esperanças que nunca vão vingar. nem agora, nem nunca, nem a sonhar.
domingo, 19 de setembro de 2010
Não sei como seria se nao estivesses aqui, se o cancro te tivesse levado. Não consigo imaginar, seriam tantas as coisas diferentes. Eu estaria perdido, mais do que já estou. Sei que não temos estado muito tempo juntos mas a tua presença, e o facto de eu saber que estás cá para quando eu precisar fazem-me sentir descansado.
[muda de pessoa]
domingo, 22 de agosto de 2010
Cancro. não há mais tabus, não há mais segredos, não há mais receios de nada. eu tenho medo do cancro. tenho medo da sua força, e se já tinha medo antes, fiquei ainda com mais depois de ver do que ele é capaz após uma breve passagem cá por casa. eu uso uma pulseira amarela contra o cancro. "pain is temporary, quitting lasts forever." ouço isto dentro de mim vezes e vezes sem conta. quando me apetece desistir e deitar tudo fora, estupidamente ou não, eu olho para a pulseira ("LIVESTRONG") e sinto-me forte. sinto-me capaz de fazer qualquer coisa. ou quase qualquer coisa. [e assim vezes sem conta...]
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